quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Sobre o sentido da tristeza





Imerso nos zumbidos da noite desde as alturas,
se há longo silêncio não digo estar mais satisfeito;
falta-me a visão graciosa dessas ondas tão puras,
suportando tal carga maciça oprimindo o peito.

Espáduas são tementes quando ao sumo vergadas,
porque nuvens escondem a aura do disco do céu,
resíduos danosos, serpentes que riem das rajadas,
ao longo das cruzes e raios crepitando em fogaréu.

Se orcas quiçá, um dia, serão  felizes no Himalaia,
então vamos mensurar a distancia do fogo à praia,
constelando os feixes desfeitos de setas de agonia.
 
Sobre o sentido da tristeza, comentar não queria,
desde que do véu de musselina saíram assassinos,
todos no céu azul... tão claro... mudo... sem sinos.
05112015

Nenhum comentário:

Postar um comentário