Imerso nos zumbidos da noite desde as alturas,
se há longo silêncio não digo estar mais satisfeito;
falta-me a visão graciosa dessas ondas tão
puras,
suportando tal carga maciça oprimindo o peito.
Espáduas são tementes quando ao sumo vergadas,
porque nuvens escondem a aura do disco do céu,
resíduos danosos, serpentes que riem das
rajadas,
ao longo das cruzes e raios crepitando em fogaréu.
Se orcas quiçá, um dia, serão felizes no Himalaia,
então vamos mensurar a distancia do fogo à praia,
constelando os feixes desfeitos de setas de agonia.
Sobre o sentido da tristeza, comentar não
queria,
desde que do véu de musselina saíram assassinos,
todos no céu azul... tão claro... mudo... sem
sinos.
05112015
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