quinta-feira, 5 de novembro de 2015

De quando os ventos das dúvidas sopraram fortes sobre a tinta.



                    O que pode ser mais horrível que uma área de escape para um mundo cruel? Não se esqueça de que a vida é bela e todos têm direito de participar da festa de formatura, atendendo os mais diversos pedidos do pessoal da geral.
                    A partir de tanta diversidade e tantas garotas seminuas, confesso que foi um só instante que achei o refrigerante mais doce que o caldo de cana. Diante desse tipo terrível de constatação é inútil desejar que o inverno acabe logo cessando de vez as rajas inclementes no vale da alma cálida. Mas, todas as minhas certezas das coisas novas e usadas caíram por terra quando tudo empalideceu diante destes olhos contemplativos e o feixe de molas convenientemente polido ficou mais brilhante.
                    Pensando bem não era um brilho tão insuportável que eu não pudesse apenas fechar os olhos e sair correndo. E de certa forma alegremente, o céu brilhando em frente emocionando toda gente que ficou contente com as verdades recentes que ouviram. Mais não direi. O dia amanhã vai ser muito agitado sendo necessária a realização de um périplo em cemitérios e igrejas. Carregando sacolas de flores impulsionando abelhas para frente.
                    Não diria que eram sentimentos pesados por demais. Ocorre que a alma está debilitada pelos sucessivos reveses sofridos mesmo depois da troca de toda a diretoria.  É que o véu da escuridão, envergonhado, mas com olhar marcante, envolveu as torres das convicções onde se guardam pensamentos iluminados quando os ventos das dúvidas sopraram fortes sobre a tinta fresca dos bancos dos jardins.
31102015




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