terça-feira, 3 de novembro de 2015

Donos de lojas de chita não vendem garfos amassados


                        Uma loja de artigos populares pode vender garfos para carne e peças de chita indistintamente sem que a amizade desande na próxima avalição trimestral. Fazer amizades é saber contentar-se com o menor bife da travessa sem ganho nenhum ao servir-se das folhas tenras de alface, deixando as endívias brancas belgas para o anfitrião. Que afinal foi quem as pagou. Daí surge a íntima ligação biunívoca entre os donos de lojas de chita e os importadores de carne bovina. Não que um ou outro possam ter uma conversa mais amigável já que declararam guerra aos atacadistas de engrenagens hiplóides. Estes sim, são os verdadeiros hóplitas calejados.
                        Assim, convido-a a esquecer os dissabores últimos e reiniciar.  Sente-se junto à janela com um sorriso amistoso observando os flamingos assoando nariz em lenços de cambraia. Despreze o fato da origem japonesa dos jornais chineses. Alguns repórteres somente sabem escrever sobre  crises. Assim, poderemos observam com mais amuide tudo o que está acontecendo sob o sol ao redor dos comerciantes recentemente roubados.
                        Admito que sou um amigo estranho, não só pela tristeza eterna que carrego mas também pela enorme distancia que nos separa e a ser vencida, enfrentando a neve nos telhados. Não deixarei que acusações gerem lágrimas, instalando o caos anunciado nos tubos medidores do anidrido ascético. Tudo tem medida certa e horário definido.
                        Não seria muito louvável de minha parte deixar o gato abandonado como um monge  segurando a gola do casaco flutuando em meio aos flocos da neve. Pareceria que sou uma criança rindo de uma foca d pele desbotada usando um sobretudo velho.



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